O início do ano letivo, como expectável, está marcado pela falta de professores, que poderá agravar-se devido às aposentações, que naturalmente ocorrerão nos próximos meses. Esta situação, por si só, demonstra a necessidade de adoptar medidas estruturais para o reforço do pessoal docente nas escolas e não de remendos, como insiste o Governo, com o recurso ao trabalho extraordinário.
Acresce a este problema a falta de outros funcionários da Escola Pública, assim como de meios e recursos para responder aos estudantes com necessidades específicas na Escola Pública.
Depois da alteração de procedimentos de classificação dos exames nacionais, com os problemas conhecidos, agora é a ausência de resposta aos estudantes, muitos ainda sem vaga na escola. Este é o resultado do desmantelamento do Ministério da Educação, com menos serviços e menos trabalhadores.

No passado dia 17 de agosto, foi removido o comboio operário dos trabalhadores da Oficina da CP em Guifões, tendo sido substituído pela oferta comercial da linha de Leixões mediante o prolongamento de uma circulação matinal entre Leça do Balio e Guifões, e outra no sentido inverso ao final da tarde.
Após meses de preparação, entra hoje em vigor a anunciada proibição de circulação de veículos pesados de mercadorias abrangidos pelo novo regulamento na VCI. Neste processo a preocupação do Governo e da autarquia com a propaganda em torno da medida não foi acompanhada do desejável envolvimento de representantes das empresas e dos trabalhadores do sector, como demonstra o facto de só ontem ter ficado disponível a plataforma onde os veículos autorizados, nomeadamente os que abastecem a cidade, se podem registar.


