Nos últimos meses entraram em vigor algumas medidas isoladas para os utilizadores de transportes públicos, a que se juntam sucessivos anúncios e promessas, mas continua a não haver transportes em quantidade e com o conforto que se exige.
A realidade dos transportes públicos no distrito do Porto é marcada por autocarros e carruagens sobrelotados, transportando os utentes como sardinhas enlatadas; tempos de espera infinitos na paragem, porque o autocarro falhou ou porque os horários não são adequados; soluções isoladas e desigualdades territoriais, sem uma preocupação de garantir o conforto e mobilidade regional para todos.
É neste quadro que a DORP do PCP realiza, esta semana, uma acção na região em defesa de mais e melhores transportes públicos, destacando a necessidade de garantir o reforço da frequência dos transportes públicos: mais autocarros, mais carruagens de Metro e de comboio e horários compatíveis com as necessidades dos utentes. É preciso garantir uma oferta de qualidade, acessível e progressivamente gratuita.

Após meses de preparação, entra hoje em vigor a anunciada proibição de circulação de veículos pesados de mercadorias abrangidos pelo novo regulamento na VCI. Neste processo a preocupação do Governo e da autarquia com a propaganda em torno da medida não foi acompanhada do desejável envolvimento de representantes das empresas e dos trabalhadores do sector, como demonstra o facto de só ontem ter ficado disponível a plataforma onde os veículos autorizados, nomeadamente os que abastecem a cidade, se podem registar.
Ontem várias composições do Metro do Porto tiveram de ser retiradas de circulação devido a falhas no sistema de refrigeração/ar condicionado, numa situação que provocou atrasos, desconforto e constrangimentos para milhares de utentes. A informação pública, institucional e atempada aos passageiros continua manifestamente insuficiente, revelando uma preocupante desconsideração por quem depende diariamente deste meio de transporte.

